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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Farinha de Graviola pode gerar renda extra para pequenos produtores

Graviola é reconhecida pelo sabor e por
ser rica em nutrientes (Foto:Divulgação)
O período de safra acaba gerando grandes desperdícios para os produtores e comerciantes de frutas tropicais. Boa parte dessa perda ocorre porque pouco se aproveita da potencialidade que cada fruta possui.

 Na Universidade Federal de Sergipe (UFS), no entanto, pesquisadores do curso de Nutrição estão encontrando soluções práticas e baratas para a fabricação de produtos que sirvam para famílias de produtores obterem renda extra e para incrementar o cardápio da merenda escolar.

Uma dessas frutas é a graviola, da mesma família da pinha e da atemóia, conhecida especialmente no Nordeste por seu sabor levemente azedo e por ser rica em nutrientes (100 gramas dela possui 60 calorias, 25 mg de cálcio, 28 mg de fósforo e 26 mg de vitamina C, o que representa um terço da recomendação de ingestão diária).

A idéia principal das professoras Flávia Milagres Campos e Elma Regina Wartha é produzir bolos e biscoitos com uma farinha criada a partir da polpa da fruta.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Equipamento promete melhorar preparo e rendimento do caranguejo


Preparo do caranguejo ainda é
manual e demorado (Foto: Emsetur)
O caranguejo está para Sergipe assim como o acarajé está para a Bahia. Tanto que mesmo exigindo certa habilidade na hora da degustação, ele é provado por 10 entre 10 turistas que visitam a capital sergipana.

Nos diversos restaurantes que servem a iguaria não faltam opções; elas vão desde o animal inteiro, para ser quebrado, até um delicioso pastel. No entanto, na maioria das casas que vendem o crustáceo o processo de preparo ainda é manual e demorado.

Normalmente o caranguejo recebe um golpe de faca no meio do casco. E isso se faz um a um. No entanto, tal medida acaba gerando certo stress nos animais e isso colabora para que a carne fique grudada na carapaça, sendo ainda mais difícil de ser retirada.

Pesquisadores da área de Engenharia de Alimentos da Universidade Federal de Sergipe (UFS) conseguiram criar um equipamento que vai abreviar todo esse processo, gerando um ganho maior em toda a cadeia produtiva e com baixo custo.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Pesquisa descobre que queimaduras não abalam a auto-estima de vítimas

Gravidade do trauma não abala auto-estima
dos pacientes atendidos no Huse
(Foto: Marco Viera/SES)
Quando um indivíduo sofre uma queimadura as lesões podem ter um impacto que vão além do ferimento. A depender do grau – 1º, 2º ou 3º - ele vai de uma simples vermelhidão à amputação de algum membro e, em casos mais drásticos, à morte. A menor conseqüência, muitas vezes, é uma cicatriz indesejada que a depender do local pode ter grande impacto na auto-estima da vítima. Ou nem tanto.

Isso porque, contrariando a tese de que a alteração da aparência por conta de uma queimadura leva a pessoa a conviver com sentimentos de infelicidade, um estudo da Universidade Federal de Sergipe (UFS) constatou que os sergipanos que foram vítimas desse tipo de trauma - que atinge pelo menos um milhão de pessoas no Brasil e de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2020 deve ultrapassar as doenças infecciosas e ser a primeira causa de mortes no planeta – acabam o tratamento ambulatorial sem abalo algum na auto-estima.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Estudo descreve perfil das vítimas de queimaduras em Sergipe

Perfil de vítimas pode direcionar melhor
as políticas de prevenção dos acidentes
(Foto: Portal Infonet)
Jovem de até 25 anos, do sexo masculino, proveniente do interior do Estado e que se queima acidentalmente com líquidos quentes. Este é o perfil dos pacientes vítimas de queimaduras atendidos pelo ambulatório de Cirurgia Plástica do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), em Aracaju, conforme estudo desenvolvido por pesquisadores de Enfermagem da Universidade Federal de Sergipe (UFS) em 2009.

É a primeira vez que uma pesquisa descreve as características das vítimas desse trauma que, segundo estimativas, acomete em torno de um milhão de pessoas por ano. Em 2020, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), as queimaduras vão ultrapassar as doenças infecciosas como a primeira causa de morte no planeta. Os dados causam espanto, mas de acordo com a professora Edilene Curvelo Hora, que chefiou os trabalhos junto à professora Regina Cardoso e a estudante Catiane Tavares, poderiam ser menos preocupantes.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Sergipe desperdiça o potencial para Turismo Rural, aponta estudo

Fazendas trazem boa parte da
história de Sergipe (Fotos: Arquivo Pessoal)
Sergipe poderia estar inserido em segmento turístico que movimenta mais de R$ 3 bilhões por ano e cresce em um ritmo superior a 30% em todo o país. Isso se o Turismo Rural estivesse entre as atividades exploradas no Estado. Potencialidade há. Grande, aliás, conforme pesquisa desenvolvida por estudantes da Universidade Federal de Sergipe (UFS). Falta apenas iniciativa, é o que constatou o estudo.

Desenvolvida no período de um ano, a pesquisa ‘Turismo Rural – Criação de um Novo Segmento para Sergipe’ levantou 13 propriedades rurais que antes de mais nada têm muita história pra contar. “Muitos desses lugares foram antigos engenhos e têm um importante papel na história sergipana. É um filão pouco explorado, que poderia desempenhar um importante papel na nossa economia, inclusive”, explica a estudante de Turismo Klazia Kate Salomão, que tocou o projeto junto ao estudante de Zootecnia Ariolino Moura, sob orientação da professora Debora Eleonora Pereira.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Produção artesanal de queijo gera trabalho no Sertão

Você sabia que aquele queijo coalho fresco que compramos nas feiras livres é produzido em nosso próprio estado? Baseado em uma fabricação informal, o processamento artesanal do leite em Sergipe é a fonte de renda para muitos produtores do Alto e do Médio Sertão e representa uma tradição local.

O “território queijeiro”, assim denominado por Sônia de Souza Mendonça Menezes, que diagnosticou a produção no estado para sua tese do Núcleo de Pós-Graduação em Geografia da UFS, conta com 131 fabriquetas e com a geração 519 postos de trabalho. Para que o queijo artesanal chegue à nossa mesa, um total de 3.360 agricultores cria gado e fornece leite para as fabriquetas, que por sua vez processam um volume de mais de 7.300 litros ao mês.