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sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Pesquisa aponta que jovens são os que mais morrem no trânsito

Número de mortes por acidentes nas
BRs já ultrapassou 2009 (Foto: Portal Infonet)
Segundo dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) até o mês de outubro número de acidentes e mortes nas rodovias que cortam Sergipe este ano já superou o que foi registrado em 2009. Em 2010 já foram contabilizadas 1.137 ocorrências com 633 feridos e 88 mortos, contra 868 acidentes que deixaram 478 feridos e 55 mortos no ano passado. A imprudência ao volante é a maior razão desse cenário.

Os dados confirmam ao trânsito a condição de maior causa de mortes na sociedade, ultrapassando os casos de acidente naturais e homicídios. Mas o mais preocupante, de acordo com o pesquisador do Departamento de Medicina (DME) da Universidade Federal de Sergipe (UFS) Ricardo Fakhouri (veja outro estudo do pesquisador sobre o uso de psocotrópicos por caminhoneiros sergipanos) é que o trânsito, hoje, é um agente que mata de forma aceitada pela sociedade, sem gerar um incômodo igual ao que um assassinato na periferia causa.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

48% dos caminhoneiros sergipanos usam anfetaminas para não dormir, indica estudo da UFS

Maior parte dos acidentes ocorridos com
veículos pesados envolve caminhoneiros
(Foto Ilustrativa)
Pesquisadores da Universidade Federal de Sergipe (UFS) chegaram a um dado alarmante quanto ao risco de acidentes fatais nas rodovias que cortam o Estado: 48% dos caminhoneiros sergipanos admitem utilizar psicotrópicos estimulantes por mais de três vezes por semana para inibir o sono e dirigir por mais tempo; 18% deles fazem uso dessas substâncias por cinco vezes ou mais a cada sete dias.

Diante desse cenário não é de espantar que a maioria dos acidentes com vítimas fatais que envolvem veículos pesados tenham como causa o famigerado ‘cochilou ao volante’. Isso, no entanto, é decorrente de uma conjuntura ainda maior em que não se pode apenas culpar apenas o motorista, posto que muitas vezes ele é refém de uma carga horária excessiva de trabalho, realizado em condições absolutamente insalubres em que, muitas vezes, o sono passa a ocupar o lugar do carona.